quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Correr descalço. Fomos feitos pra isso?

Correr descalço. Fomos feitos pra isso?:

Os caros tênis de corrida estão matando um dos hobbies mais simples que existem.

Correr não deveria ser apenas um esporte, mas um prazer.

Cátia Caldeira corre descalça a Maratona do Rio/2011 (Foto: Ativo.com)

Cátia Caldeira corre descalça a Maratona do Rio/2011 (Foto: Ativo.com)

Entretanto, só o alto custo dos tênis de corrida já supõe que a corrida seja um esporte especializado que precisa de equipamento caro.

O corpo humano evoluiu para ser capaz de correr longas distâncias sem o uso de calçados. Os tênis de corrida só foram inventados no inicio dos anos oitenta. Antes disso, o mais comum era correr descalço ou com calçados “minimalistas”, como sandálias de couro.

Devido ao amortecimento exagerado dos tênis de corrida e à grande variedade de modelos e direcionamento desses tênis, nossos pés são enfraquecidos e nos tornamos suscetíveis a lesões. Estudos mostram que 30% dos corredores se lesionam todo o ano, grande parte deles com problemas nos pés e nas pernas.

Quando comecei a correr descalço em 2007, a primeira sensação que tive foi do fortalecimento dos tornozelos e dos músculos da sola do pé. Sem o controle de torsão dos tênis, nosso pé é forçado a entrar em um processo de propriocepção, exercendo uma tensão diferente nos tendões e fortalecendo sua base de sustentação. Assim, sua postura é instintivamente ajustada.

“O pé humano é uma obra de arte” Leonardo Da Vinci. (Especialmente o feminino! Foto by www.princesscy.com)

“O pé humano é uma obra de arte,” disse Leonardo Da Vinci. E acrescentamos: especialmente o feminino! Foto by www.princesscy.com.

Segundo estudos, correr descalço gasta quase 5% menos energia do que correr com tênis de corrida, o que é bem fácil de sentir.

Correndo descalço sinto que o ato de correr se torna mais espontâneo, a fadiga comum nos tornozelos desaparece, assim como aquela sensação de “ainda tenho fôlego, mas as pernas estão cansadas”. Essa leve economia de energia costuma ser a diferença entre simplesmente correr e aproveitar a corrida.

Uma pesquisa com 4.358 corredores mostrou que usar tênis topo-de-linha os deixa 123% mais propensos a sofrer lesões do que corredores com tênis baratos. Durante o período de tempo pesquisado, 45% dos corredores se lesionaram e a variável mais comum entre eles não era o tempo de corrida, distância, velocidade ou terreno, nem mesmo seu peso corporal pareceu influenciar. O preço dos tênis era a variável comum entre os lesionados. Corredores com tênis que custavam mais de 95 dólares estavam duas vezes mais propensos a sofrerem lesões do que corredores com tênis que custavam menos que 40 dólares.

Entendendo os benefícios do treino e do fortalecimento dos pés, empresas como a Nike têm até campanhas para tratar o treino descalço como um complemento:


Link YouTube | A Nike quer que você corra descalço. Tá. E o McDonald’s quer que você coma salada.

Ao remover os tênis amortecidos, nossa pisada muda e naturalmente passamos a evitar o uso do calcanhar como ponto de contato com o chão, passando a utilizar ou a frente do pé ou uma pisada mais neutra com o meio do pé, diminuindo o impacto no calcanhar. Mesmo em superfícies mais rígidas, a quase total ausência do impacto no calcanhar possibilita que a corrida descalça não seja um problema.


Link YouTube | Vejam em detalhes como seus pés se comportam durante uma corrida descalça.

Para quem tem interesse em começar, é importante ir testando e sentindo a pisada. Em um primeiro momento, correr distâncias curtas ajudar a acostumar os pés às novas superfícies. Bolhas deverão aparecer enquanto o pé se acostuma com o atrito. Tenha cuidado com superfícies que possuem pedras e vidros: esses são os maiores inimigos do corredor descalço.

Para te motivar


Link YouTube | Belíssimo vídeo sobre corrida descalça.

Leitura adicional

Leia também:

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Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: www.apimentadas.com.br





Estas fotos mostram como a nova função do Photoshop para corrigir imagens borradas é incrível

Estas fotos mostram como a nova função do Photoshop para corrigir imagens borradas é incrível:

Nossos queixos caíram quando a Adobe demonstrou como o Photoshop vai acabar com as fotos borradas: se a sua mão tremeu ao tirar a foto, o Photoshop vai lá e corrige. Eis alguns exemplos de como a nova ferramenta faz magia – inclusive com a foto borrada mais famosa de todas.

As novas fotos sem borrões estão sendo demonstradas por Jue Wang, o mesmo que fez a demonstração da nova ferramenta, e ele está pedindo imagens para testar a nova função do Photoshop nelas. Lembre-se que ela só serve para desfazer uma tremida da câmera – ela não resolve imagens borradas por causa de movimento rápido (motion blur) ou por estarem desfocadas. Mas a pesquisa para esta nova função, que já é impressionante, quer ficar ainda melhor. Vejamos os exemplos:

A foto original (no início do post) foi tirada por Robert Capa e provavelmente é a foto borrada mais famosa que existe: é uma foto do Dia D, em 1944, quando começou a invasão dos Aliados na França ocupada pelos alemães, durante a Segunda Guerra Mundial. Wang diz que a imagem é um bom exemplo “extremo” porque a qualidade da foto é ruim. Ele fala sobre a nova imagem sem borrão:

Ela recupera alguns detalhes que você não poderia ver facilmente no original. Claro que o ruído acaba sendo um pouco ampliado, nós aplicamos um pouco de remoção de ruído no resultado, mas talvez um algoritmo decente de redução de ruído possa ajudar aqui.

Como funciona a ferramenta de deblurring? O Photoshop mede o “kernel de desfoque” (blur kernel), que rastreia o quanto a câmera se moveu enquanto tirava a foto. No caso desta foto, o kernel de desfoque mostra que a câmera se deslocou em 55 pixels. De acordo com Wang:

[Isto] significa que para recuperar um só pixel, nós temos que considerar pelo menos 55 pixels ao redor (na prática é bem mais que isso).

Incrível. Leia mais sobre Wang, a nova função do Photoshop e veja mais fotos aqui: [Juew.org via PetaPixel]



Morre John McCarthy, criador do termo 'inteligência artificial'

Morre John McCarthy, criador do termo 'inteligência artificial': O matemático e cientista de computação norte-americano John McCarthy, criador da linguagem de programação Lisp e do termo "inteligência artificial", morreu nesta segunda-feira, segundo informações do site Tech Crunch.













null0/Wikimedia Commons
O matemático e cientista da computação John McCarthy, pai do termo "inteligência artificial"
O matemático e cientista da computação John McCarthy, pai do termo "inteligência artificial"

McCarthy estudou matemática com John Nash, em Princeton, e realizou a primeira partida de xadrez "computadorizada" entre cientistas dos EUA e da ex-União Soviética. Ele transmitiu os movimentos por telégrafo.
Leia mais (24/10/2011 - 21h07)

Correndo atrás dos próprios sonhos

Correndo atrás dos próprios sonhos:


A internet despirocou um pouco as pessoas, não acham?? É tanta gente preocupada com besteiras do tipo “será que estou magra o suficiente?“, “será que sou pop o suficiente?“, “será que pareço suficientemente rica, bonita e descolada?” que você se pergunta: cadê a noção de que a vida é curta?? Sim, deve ser divertido colecionar itens de luxo e contar calorias, mas, muito mais importante do que as aparências, são os nossos sonhos. Qual é o seu sonho? O que você tem feito para ir em direção a ele? Tão mais fácil ficar anestesiado na superficialidade do que se aprofundar nas questões que importam. O tempo passa. Os ‘inte‘ viram ‘inta‘ e um belo dia os ‘enta‘ dão oizinho. E aí? Sei dizer que every single day a vida me dá um cataploft carinhoso na cara mostrando que não, não dá pra adiar aquilo que acelera os nossos batimentos cardíacos. Isso tem poder, isso tem beleza. Isso importa e dá sentido à existência. Pouquíssimos dormem pensando “pois é, fui lá e fiz aquilo que sempre sonhei”. E são esses raros seres humanos que vivem a própria vida – e não a vida alheia ou a vida que os outros acham que eles deveriam viver. Como escrevi num post antiiiigo: tenha o peito de ser você. De chutar o pau da barraca. Largar o emprego entediante. Abandonar o relacionamento falido. Tenha o peito de dar um passo em direção ao resto da sua vida, mas na estrada certa. Sem desvios. Sem medos. Sem se importar com esse exu-caveira chamado ‘os outros’. A felicidade está logo ali, dobrando a esquina. Duvida??

Por um Brasil mais racional

Por um Brasil mais racional:

Autor: Eli Vieira


atheis.me/inclusaoracional

A pedidos, opiniões deste editor:

- A defesa de Wanessa Camargo e Marcus Buaiz tentar creditar direitos de defesa contra injúria em nome do nascituro e pedir a prisão de Rafinha Bastos foi uma atitude ridícula e exagerada.

- Rafinha Bastos deveria pedir desculpas, se não pela piada com Wanessa Camargo, ao menos pela piada sobre estupro. Há limites para a liberdade de expressão, tanto quanto há limites para o direito de ir e vir. Quem diz que não há limite para liberdade de expressão vai ter que deixar eu exercer meu direito de ir e vir pisando em cima do rabo do seu gato, ou andando dentro da sua casa com galochas sujas de esterco fresco.

- Pessoas morreram pela liberdade de expressão, para que ela seja exercida na denúncia aos poderosos injustos, na livre investigação e argumentação em direção à verdade, e não para fazer quantas piadas babacas e sem graça você quiser.

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RUY CASTRO - Placa para Tenório

RUY CASTRO - Placa para Tenório: RIO DE JANEIRO - No dia 18 de março de 1976, o pianista brasileiro Francisco Tenório Jr., 33, estava em Buenos Aires para uma temporada no Teatro Rex com seus patrícios Vinicius de Moraes e Toquinho. Naquela noite, saiu do hotel Normandie, onde estavam hospedados, e deixou um bilhete: "Vou comprar cigarros e um remédio. Volto já". Não voltou -nunca mais.

Fora confundido com um militante procurado pela ditadura argentina e levado preso. Por falar bem espanhol e com sotaque portenho, não acreditaram que fosse brasileiro, músico e inocente. Passaram a torturá-lo, com a colaboração, a partir do quinto dia, de agentes brasileiros da Operação Condor, braço internacional das ditaduras argentina, brasileira, chilena e uruguaia.

Nove dias depois, seus algozes se convenceram de que tinham se enganado. Mas, já então, Tenório estava cruelmente machucado. Pior: vira o rosto deles. Não podiam devolvê-lo à rua. O jeito era matá-lo, o que fizeram com um tiro, no dia 27. Dali Tenório foi dado como "desaparecido", e o Brasil nunca se empenhou em elucidar o fim de um de seus filhos mais talentosos -autor, em 1964, aos 21 anos, do grande disco instrumental "Embalo".

Os detalhes gravíssimos sobre a morte de Tenório só começaram a aparecer dez anos depois, em 1986, e mesmo assim porque um membro da inteligência argentina resolveu contar. Pois, agora, os argentinos, que não estão varrendo a sua ditadura para debaixo do tapete, nos darão em breve nova lição.

No dia 16 de novembro, às 14 h, a cidade de Buenos Aires, por iniciativa do deputado portenho Raul Puy, homenageará Tenório com uma placa na fachada do hotel Normandie, na rua Rodríguez Peña, 320, de onde ele saiu para morrer. Ela dirá: "Aqui se hospedou este brilhante músico brasileiro, vítima da ditadura militar argentina".